A criação do Paraná de programa específico de apoio a hospitais públicos e filantrópicos é modelo no país, de acordo com a Confederação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Brasil. A afirmação é do presidente Edson Rogatti feita nesta quarta-feira (16) durante congresso nacional do setor em Brasília. Rogatti se refere ao HospSUS, implantado em 2011 e uma das principais marcas do governo Beto Richa. “Temos no Paraná um exemplo de sucesso na relação entre governo e entidades. Vivemos uma crise de financiamento e iniciativas como esta merecem reconhecimento, pois evitam o fechamento de santas casas e demais serviços ligados à filantropia”, afirmou Edson Rogatti.

Com o tema “A crise do Brasil: para onde vamos”, o congresso nacional das santas casas discutiu os rumos da saúde pública no país, sobretudo com o aumento na demanda dos serviços e a escassez de recursos para o custeio do setor. Neste contexto, o Paraná foi destaque por se antecipar à crise, apresentar soluções viáveis para fortalecer a filantropia e ainda ampliar a oferta de serviços em diversas especialidades.

O secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto, participou de um dos painéis do congresso, disse que o ‘case‘ do Paraná só obteve sucesso porque foram adotadas políticas públicas efetivas para estabelecer parcerias com as santas casas e demais entidades filantrópicas. “Identificamos hospitais de referência em cada região e definimos a vocação dessas unidades dentro da rede. A partir daí, pudemos repassar recursos de custeio para auxiliar na manutenção dos serviços credenciados ao SUS”, explicou o secretário.

 

HopSus – De julho de 2011 até agora, mais de R$ 710 milhões já foram repassados pelo Estado para este fim. O incentivo de custeio beneficia 103 hospitais filantrópicos e santas casas do Paraná. O valor varia de acordo com a vocação e o porte da estrutura de atendimento. O HospSUS prevê ainda duas outras vertentes: a capacitação profissional e repasse de recursos de capital.

Neste período, o governo estadual destinou cerca de R$ 100 milhões para execução de obras e compra de equipamentos para melhorar a estrutura de entidades filantrópicas da área da saúde. “Isso contribuiu muito para que ampliássemos a oferta de leitos. Para se ter ideia, em pouco mais de seis anos, abrimos 792 novos leitos de UTI. Isso significa um aumento de 67%”, relatou Caputo Neto.

Outros resultados alcançados com o apoio do trabalho em parceria com as instituições filantrópicas foram a redução da mortalidade materna e infantil, o aumento no número de transplantes de órgãos, a redução da mortalidade por acidentes, a diminuição do número de mortes precoces por doenças cardiovasculares. “Os indicadores mostram o acerto que tivemos em tomar esta decisão e criar o HospSUS. Todos esses números significam vidas sendo salvas”, ressaltou Caputo Neto.

(foto: Venilton Kuchler/Sesa)