O Cultivando Água Boa (CAB), um dos programas socioambientais âncoras da Itaipu, deverá ser estendido aos 54 municípios da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop) e fortalecido nas 29 cidades da Bacia Hidrográfica do Paraná 3 (BP3), onde já é posto em prática. Nesta nova reconfiguração, Foz do Iguaçu, sede da hidrelétrica no Brasil, receberá também atenção especial. O anúncio foi feito na semana passada, pela diretoria da Itaipu, durante visita à BP3.

Nesta semana, representantes da Diretoria de Coordenação iniciam uma série de reuniões de alinhamentos e fortalecimento dos comitês gestores com a participação dos municípios que integram o CAB, já que dos atuais 29, 23 estão com novos prefeitos. A ideia é fortalecer os comitês e, com ajuda do Conselho dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, dar início à fase de construção dos planos de ações do Projeto Encontros e Caminhos, marcado para setembro, em toda a região.

O assistente e o assessor do diretor de Coordenação de Itaipu, Gilmar Secco e Sérgio Paulo de Oliveira, o Professor Sérgio, representarão a Itaipu nas conversas com os comitês.

Expedição

Encontros e Caminhos é uma iniciativa inspirada numa expedição que levou o mesmo nome, em 2013. Durante oito dias, parceiros do programa percorreram o Rio São Francisco Verdadeiro, entre Cascavel e o reservatório da Itaipu, passando por cinco municípios. Em 2014, o projeto foi expandido.

A expedição, que tem sua programação construída coletivamente com as comunidades e lideranças da região, promove a revisitação das ações do Cultivando Água Boa. Nesse percurso, o Encontros e Caminhos contribui para fortalecer a identidade regional e o sentimento de pertencimento ao território da BP3 em seus aspectos culturais, sociais e ambientais. Também incentiva a valorização da atividade rural, da agricultura familiar e da importância da sustentabilidade nas cadeias produtivas do campo.

CAB

Reconhecido com o prêmio ONU Água, o Cultivando Água Boa atua nas microbacias, para recuperar mananciais e, com isso, beneficiar o meio ambiente como um todo. O CAB é uma soma de dezenas de programas e ações, desenvolvidos com milhares de parceiros, para a resolução de passivos ambientais nas microbacias conectadas com o Lago de Itaipu.

O objetivo é não apenas assegurar a qualidade da água para a geração de energia, mas para os usos múltiplos, como abastecimento, pesca, turismo e atividades agropecuárias. O CAB se expandiu, mas mantém foco nos arranjos locais. Hoje, está replicado em diversos lugares do mundo.

Visita

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Luiz Fernando Vianna, e o diretor de Coordenação, Hélio Gilberto Amaral, participaram, na terça (11) e quarta-feira (12), de uma visita técnica a projetos desenvolvidos pela binacional na BP3. Também participaram da visita o diretor-superintendente da Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI), Ramiro Wahrhaftig; o superintendente de Obras e Desenvolvimento (OD.CD) de Itaipu, Newton Luiz Kaminski; e o superintendente de Energias Renováveis (ER.GB), Paulo Afonso Schmidt.

O grupo sobrevoou áreas como o Canal da Piracema e o Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), em Foz do Iguaçu; a faixa de proteção da mata ciliar e a aldeia indígena Tekohá Ocoy, em São Miguel do Iguaçu; a granja Haacke, em Santa Helena; a aldeia Tekohá Añetete, em Diamante do Oeste; o corredor da biodiversidade, que liga o Parque Nacional do Iguaçu à faixa de proteção do reservatório – entre outras.

A programação incluiu reuniões na prefeitura de Entre Rios do Oeste e visitas a aldeias e propriedades rurais – como o sítio de Luis Arruda, em São Miguel do Iguaçu, exemplo de produção orgânica na região.

Com a visita, foi possível ter uma visão geral dos projetos desenvolvidos na região e conhecer um pouco mais sobre as ações programadas para os anos de 2018 e 2019. Fazem parte dessa lista as iniciativas ligadas ao reservatório de Itaipu, como o monitoramento de peixes, a produção em tanques-rede, a recomposição da mata ciliar e a gestão por bacia hidrográfica.