Uma pesquisa recente da Thomson Reuters em parceria com a KPMG indica que apenas um em cada quatro executivos brasileiros tem conhecimento dos benefícios financeiros obtidos com o uso de regimes especiais de comércio exterior.

A informação é relevante no contexto nacional: empresas exportadoras e importadoras ainda tem um longo caminho a percorrer para aplicarem processos inteligentes e estarem prontas para a nova fase do comércio exterior global.

A Freitas Inteligência Aduaneira, consultoria com mais de 25 anos de mercado, avalia que o novo cenário para o comércio exterior será bem diferente do atual. “Esta realidade transformará drasticamente a maneira como nossas empresas trabalham hoje e isto ocorrerá em um curto espaço de tempo”, avalia Márcio Antônio de Freitas, sócio-fundador da consultoria.

Entre as principais diferenças do atual cenário do comércio exterior para o futuro estão a adoção da visão 360 nos negócios, a oferta de soluções completas, integradas e na medida para a empresa, a gestão da informação, entre outros.

É um mundo integrado, diferente do atual com falta de conexão entre os atores do processo”, salienta Freitas. Confira no gráfico abaixo as diferenças entre o modelo atual e o futuro.

A mesma pesquisa Thomson Reuters/KPMG indicou que somente uma em cada três empresas utiliza sistemas de gestão de comércio exterior e que 90% das organizações enfrentam problemas na hora de classificar seus produtos.

É um cenário desafiador com barreiras que precisam ser superadas para elevarmos nosso percentual de participação no comércio global”, comenta Freitas.

Hoje, o Brasil participa com apenas 1% do comércio mundial. É uma fatia menor que países como Arábia Saudita, Taiwan, Suíça, Malásia e Tailândia.

E 65% dos executivos ouvidos na pesquisa da Thomson Reuters/KPMG concordam que a gestão do comércio exterior se tornará muito mais complexa até o final da década.

A pesquisa indica ainda que apenas 34% das organizações utilizam sistemas de gestão de comércio exterior. E que 70% das empresas poderiam ser mais competitivas nos processos de exportação com a otimização da gestão de suas operações.

GOVERNANÇA ADUANEIRA

É neste cenário detalhado pela pesquisa que começa a amadurecer o conceito de governança aduaneira. A iniciativa está sendo implantada no Sul e Sudeste do Brasil e já é relativamente comum em economias desenvolvidas, como as da América do Norte, Europa e Ásia.

No Sul, uma das pioneiras em prestar consultoria para implantar processos de governança aduaneira, é a Freitas Inteligência Aduaneira, com escritórios em Joinville, Itajaí, Curitiba e São Francisco do Sul.

A governança aduaneira faz parte de uma nova forma de pensar o comércio exterior para as empresas brasileiras. Ela corresponde a uma atuação mais ativa e planejada para proporcionar maior competitividade, rentabilidade e otimização de processos”, comenta Márcio Freitas.

Os processos de governança aduaneira são alinhados com uma série de parceiros estratégicos – em áreas como gestão de pessoas, consultoria jurídica e contábil, assessoria logística, etc – cada um com expertise e experiência em sua área de atuação.

INTEGRAÇÃO OEA E LEI ANTICORRUPÇÃO

O processo de governança aduaneira, explica Márcio Freitas, estará totalmente integrado a adequação e certificação ao Programa de Operador Econômico Autorizado (OEA), criado pela Organização Mundial das Aduanas (OMA) e adotado pelo Brasil em 2014.

O Brasil já fez acordos de reconhecimento mútuo com Argentina, Estados Unidos, México, Uruguai e negocia com a China. A tendência é que o número de acordos bilaterais cresça consideravelmente até o final da década.

Outro passo importante será o alinhamento de todo o processo de governança aduaneira com a governança corporativa da organização, de acordo com as diretrizes da Lei Anticorrupção (12.846/2013) para apoiar todo o processo de compliance.

Até o final da década teremos uma parcela significativa das empresas brasileiras exportadoras e importadoras com processos bastante avançados de governança e isto significará uma modernização de todo comércio exterior do País, ganharemos em competitividade e lucratividade”, avalia.

Empresas americanas e européias já estão exigindo a certificação de seus parceiros e fornecedores sediados além de suas fronteiras. No Brasil, o programa OEA foi estabelecido em dezembro de 2014, mas ganhou força a partir deste ano, com a certificação de grandes empresas importadoras e exportadoras, majoritariamente dos setores químico e automobilístico.

A certificação OEA é a garantia de que uma empresa apresenta baixo risco em suas operações logísticas e cumpre todas as obrigações tributárias e aduaneiras; ou seja, está em um nível elevado de compliance e governança corporativa, entre outros itens analisados.

Com o OEA, as mercadorias das empresas credenciadas são parametrizadas preferencialmente em canal verde de conferência aduaneira e com isso existe uma redução sensível dos prazos de espera nas aduanas do país de origem e destino.

GRANDES QUESTÕES

A Freitas Inteligência Aduaneira detalhou os sete grandes temas que desafiarão o comércio exterior nos próximos 5 anos. Eles foram agrupados nos pontos entre os quais ocorrerão as maiores mudanças de metodologia de trabalho e nos quais serão necessários os maiores investimentos das organizações:

  1. Desenvolvimento Técnico. Manter uma política transparente e efetiva de capacitação constante, sempre focadas nas reais necessidades da organização.
  2. Segurança e Confiabilidade. Implantar uma política efetiva de segurança das operações entre os parceiros de negócio, com ajuste imediato em caso de inconformidades.
  3. Métodos e Processos. Manter processos padronizados e conectar todas as áreas da empresa direta e indiretamente envolvidas com o comércio exterior.
  4. Comunicação. Criar, nutrir e manter canais de comunicação eficientes entre todas as áreas da empresa envolvidas direta ou indiretamente com negócios internacionais.
  5. Sistemas. Manter sistemas atualizados que possibilitem agilidade e facilitem a tomada de decisão.
  6. Indicadores. Indicadores de perfomance e qualidade totalmente integrados a análise em tempo real para possibilitar melhorias constantes.
  7. Rentabilidade. Avaliação periódica da operação para oportunizar o aumento da rentabilidade. Manter equipe atualizada sobre benefícios fiscais que podem ser aplicados nas operações de comércio exterior.

HISTÓRICO

A evolução do comércio exterior nas últimas décadas explica a tendência a modernização, citada por Márcio Freitas. “O desenvolvimento de melhores práticas totalmente integrada com parceiros de negócios e apoiadas pelo uso intensivo de tecnologia e capacitação do capital humano será o motor desta modernização para atingirmos a 6ª fase”, comenta. Entenda a evolução:

    • 1ª fase. Processo manual. Os controles eram totalmente manuais e feitos em planilhas.
    • 2ª fase. Os processos começam a ser automatizados. Início dos sistemas informatizados de controle.
    • 3ª fase. As informações passam a ser integradas com indicadores de perfomance (KPI).
    • 4ª fase. Implantação da visão sistêmica do processo com a gestão logística aduaneira.
    • 5ª fase. Etapa atual. Visão 360 do negócio, integração com SIscoserv, SPED, etc.
    • 6º fase. Era do controle e da segurança máxima. Evolução do Programa OEA e integração com regras de compliance para toda a organização.

O FUTURO

Márcio Antônio de Freitas, da Freitas Inteligência Aduaneira, analisa que até 2020 as empresas brasileiras com atuação global basearão seus investimentos em quatro grandes pilares: Gestão Logística Jurídica e Aduaneira, busca das melhores informações para tomada de decisões, foco no core business e ampliação da cultura de comércio exterior.

Estas mudanças tornarão as organizações muito mais ágeis, eficientes, competitivas e rentáveis”, comenta. Para isso, haverá uma crescente busca pelo redesenho dos processos internos e uma mudança efetiva na relação com prestadores de serviços. “Chegando a uma sinergia que proporcionará ganhos reais para que possamos competir globalmente”, afirma.

Para saber mais acesse: http://freitasinteligencia.com.br/

FINAL

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