O prefeito Rafael Greca se reuniu nesta terça-feira com 34 dos 38 vereadores de Curitiba, tanto da base de apoio quanto da oposição.

Greca criticou as duas invasões recentes do plenário da Câmara Municipal ocorridas no processo de votação do Plano de Recuperação de Curitiba – ações consideradas antidemocráticas por ele. “Houve desrespeito inaceitável ao recinto da Câmara”, afirmou. “Nada vale a pena quando se apela à violência.”

Lembrando que o Plano circula na casa legislativa há quase três meses, tendo recebido uma série de emendas dos vereadores, o prefeito reforçou a necessidade de a cidade não se dobrar à imposição dos sindicatos, que exigem que o projeto será retirado.

“Diálogo houve, e bastante”, afirmou, elencando a série de reuniões, discussões e debates com sindicatos, vereadores e representantes da sociedade organizada.

“A urgência [para votação] não é minha, é da cidade”, completou o prefeito. “O que não pode é um ideal sindical destruir o futuro de Curitiba. Vou dar todo meu empenho para defender a integridade de Curitiba. A cidade precisa ter sustentabilidade financeira.”

Greca reforçou aos vereadores que seu principal objetivo é evitar que a cidade pare de cumprir suas obrigações, mas que as finanças estão chegando a um limite. Ele citou o caso de Porto Alegre, cuja administração começou a partir de junho a parcelar o pagamento de salários dos servidores. “Ninguém quer que Curitiba chegue a este ponto.”

Segundo o prefeito, sem a correção de rota estabelecida pelo Plano a cidade não conseguirá cumprir com esses e outros compromissos básicos, como comprar remédios e merenda escolar, além de não conseguir retomar a rota de crescimento. “Há 12 creches que estão prontas e não podem ser abertas por falta de dinheiro para contratar pessoal”, exemplificou. “Também faltam equipes para fazer a manutenção da infraestrutura urbana.”

Participantes
O encontro contou com a presença do vice-prefeito Eduardo Pimentel, dos secretários municipais Luiz Fernando Jamur (Governo), Vitor Puppi (Finanças), do presidente do IPMC, José Luiz Rauen, além dos vereadores Serginho do Posto (presidente da Casa), Pier Petruzziello (líder do governo), Beto Morais, Bruno Pessuti, Colpani, Cristiano Santos, Dona Lourdes, Ezequias Barros, Fabiane Rosa, Geovane Fernandes, Julieta Reis, Katia Dittrich, Maria Letícia, Maria Manfron, Mauro Bobato, Mauro Ignácio, Oscalino do Povo, Ozias Moraes, Paulo Rink, Rogério Campos, Sabino Picolo, Thiago Ferro, Tico Kuzma, Toninho da Farmácia e Zezinho do Sabará. Representando os contrários ao Plano: Cacá Pereira, Felipe Braga Cortes, Goura, Marcos Vieira, Mestre Pop, Noêmia Rocha, Professor Euler, Professor Silberto e Professora Josete.